Emprego X Redes Sociais
Talvez você esteja se perguntando por qual motivo é tão difícil para você encontrar emprego na área educacional quando tem qualificação e experiência.
Leia o relato abaixo e depois dá uma olhadinha na sua rede social. Você pode encontrar sua resposta bem rápido
Certa feita uma renomada escola realizava o processo seletivo para a contratação de professores para turmas de Educação Infantil.
Nas redes sociais foram deixados banners com os requisitos para contratação: Formação em Pedagogia com experiência de no mínimo dois anos e pós graduação na área e educacional.
O perfil exigido para contratação era de alguém que tivesse:
- Capacidade de comunicar-se e relacionar-se bem com a equipe, pais e alunos;
- Interesse na busca permanente pelo crescimento do aluno;
- Capacidade de estabelecer e alcançar metas ;
- Disposição para seguir a proposta pedagógica da escola e auxiliar na reelaboração anual.
Alguns foram brilhantes em suas respostas e pode-se afirmar que seriam contratados com facilidade não fosse a última etapa a ser seguida pela escola para a contratação de bons profissionais. E qual era esta etapa?
As visitas foram feitas, lidos as postagens do candidato em certo período de tempos, analisados os comentários em grupos, verificada a forma como se portavam frente à defesa de um ponto de vista em rede e desta forma a escola chegou até Elisa, a única que teve a fala na entrevista cruzada com a postura frente aos outros em rede social e conseguiu o emprego.
As outras vagas continuaram à disposição e outras entrevistas foram marcadas.
Mas por qual motivo a escola contratou apenas Elisa?
- não há empregador que deseje alguém que não tem respeito pelos seus colegas.
- a forma como fala de alunos e familiares na rede poderia trazer problemas futuros para a instituição caso estas falas fossem lidas e alguns se sentissem atacados pessoalmente.
- suas fotos não podiam ser íntimas ao ponto de causar reações de julgamento negativo nos outros.
- sua forma de escrever não podia ser semelhante a de um aluno do Fundamental I
- não devia se mostrar viciada na rede postando dias, noites e madrugadas.
Elisa era uma moça inteligente!
Os outros candidatos não souberam por qual motivo foram dispensados já que o entrevistador se disse muito interessado em contratá-los, e além do mais suas qualificações eram superiores a da candidata contratada e o tempo de experiência bem maior. Talvez se soubessem diriam que a vida pessoal deles não tem nada que ver com a forma de atuação em sala de aula e a escola agiu muito mal em dispensá-los. E pode mesmo ser que estivessem certos.
E não são apenas as escolas a utilizarem este critério para seleção de funcionários.
Boa parte das empresas não é mais capaz de contratar quem supostamente não se encaixa no perfil desejado.
Acredite, não é pré-julgamento de quem deseja um empregado subordinado e passivo e sim forma de se precaver de problemas futuros.
De fato poucas instituições estão apenas contratando sem investigar e pagando para ver o resultado em um mundo como o nosso onde as pessoas expõem suas vidas, seus conflitos e seus interesses em redes sociais de alcance mundial.
Portanto, se você deseja muito uma vaga na área de educação comece a policiar-se, observe o que escreve, como escreve, a forma como trata as pessoas, as palavras que utiliza e até mesmo as fotos que posta.
Ideia Criativa®.
Artigo criado por Gi Barbosa em
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Atividades pedagógicas para Educação Infantil
Atividades e planos de aula para professores da Educação Infantil.
Classificação: 5